(tudo uma) PEDRA DE TEMPO. O título é um primeiro indício sobre o assunto desta exposição: um trava-línguas que induz a troca entre duas palavras que nesta mostra se colam a interpretações sobre a passagem do tempo. A pedra não apenas como matéria, nem só como um vestígio do habitar, mas como o que o precede e o que permanece depois dele. Como um veículo do tempo, capaz de nos fazer lembrar e fazer esquecer, e de continuar, sem cessar, a transformar-se, como o chão que pisamos e as casas que habitamos. É sobre isso que trata a exposição — o modo como essa matéria atravessa o tempo, um percurso desde a pedra em bruto, nas suas origens mais remotas, até ao devir de um projeto e à intenção de uma construção, e pelas formas que a resiliência nela pode assumir: mutação, memória, esquecimento.
Patrícia Magalhães (Luanda, Angola) vive e trabalha em Lisboa. Estudou desenho e pintura na Escola Superior de Belas Artes de Lisboa e no Ar.Co – Centro de Arte & Comunicação Visual, também em Lisboa. É uma artista visual interdisciplinar, com um corpo de trabalho centrado maioritariamente no desenho, onde se evidencia a contaminação com outras áreas, como a pintura e a fotografia. Tem apresentado o seu trabalho em exposições individuais e coletivas, em Portugal e internacionalmente, estando representada em coleções públicas e privadas, entre as quais a Fundação Calouste Gulbenkian e a Fundação Serralves.
A exposição ficará patente no Museu da Luz de 2 de outubro de 2026 a 10 de janeiro de 2027.
Localizado na aldeia da Luz, concelho de Mourão, o Museu da Luz é gerido pela EDIA, integra a Rede Portuguesa de Museus e encontra-se aberto ao público de terça-feira a domingo.