O Anjo da História é uma exposição que parte da perspetiva de um futuro distante, onde os vestígios da humanidade são observados como camadas de tempo. A partir do pensamento de Walter Benjamin e da imagem do Angelus Novus de Paul Klee, a exposição reflete sobre a ideia de progresso, o Antropoceno e a relação entre passado, presente e futuro.
Entre esculturas, instalações e processos fotográficos, surgem elementos como uma canoa paleolítica, um chão de terra ressequida, águas contaminadas de uma mina abandonada e imagens cianotípicas de árvores. As obras revelam processos de transformação contínua, onde matéria, tempo, vida e desaparecimento coexistem.
Mais do que um olhar monumental sobre a história, a exposição propõe uma atenção aos gestos subtis e às formas de cuidado, questionando o que existe hoje e o que poderá existir no futuro.
A exposição tem inauguração marcada para a próxima 4ª feira, dia 28 de janeiro, e estará patente no Museu da Luz, até dia 14 de junho.
Os autores da exposição são Margarida Alves e Jorge Camões, com curadoria de Sofia Marçal.
São parceiros do projeto a EDIA, o Museu da Luz, o MUHNAC – Museu Nacional de História Natural e da Ciência, a Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa e o Centro de Investigação CIEBA.
Localizado na aldeia da Luz, concelho de Mourão, o Museu da Luz é gerido pela EDIA, integra a Rede Portuguesa de Museus e encontra-se aberto ao público de terça-feira a domingo.
