27 novembro 2017

Apresentação do filme “Poeticamente Exausto, Verticalmente Só”

“Poeticamente Exausto, Verticalmente Só” é o documentário que será exibido dia 2 de dezembro, pelas 18 horas, na Galeria Municipal de Mourão, e que retrata a vida e obra de José Bação Leal, um jovem com raízes mouranenses

​“Poeticamente Exausto, Verticalmente Só” é o documentário que será exibido dia 2 de dezembro, pelas 18 horas, na Galeria Municipal de Mourão, e que retrata a vida e obra de José Bação Leal, um jovem com raízes mouranenses, de grande talento literário que cedo partiu vítima da Guerra Colonial.


O filme de Luísa Marinho faz a aproximação à vida e obra de Bação Leal, revelando um poeta e pensador corajoso, injustamente desconhecido, que contestou a ditadura dentro da própria instituição militar.


José Crisóstomo Gomes Bação Leal nasceu em Lisboa em 1942 e é filho de João Bação Leal (médico) e de Maria Emília Gomes (filha do Dr. Gomes). Cedo revelou uma invulgar atenção pela literatura, cinema, filosofia e política, “uma sensibilidade à flor da pele e uma consciência política rara naqueles tempos”


Foi morto em Moçambique durante a Guerra Colonial, com apenas 23 anos, transformando-se no símbolo de uma juventude por cumprir.


Os seus poemas e cartas foram editados postumamente, em 1971, sob o título “Poesias e Cartas”. Este livro, em edição sem chancela, foi um sucesso na Feira do Livro no ano da publicação, mas acabou apreendido e proibido pela PIDE.


Urbano Tavares Rodrigues, no prefácio do livro, revela que este nos faz “conviver humana e esteticamente com quem teria porventura vindo a ser – não lhe tivessem truncado a vida a crueldade e a insânia que ele denuncia – um dos maiores escritores da língua portuguesa do nosso tempo, este livro fica para sempre, no seu valor testemunhal, como um marco histórico (resumindo a agonia e o martírio de tantos e tantos jovens absurdamente torcidos ou, como ele, quebrados ao arrepio da história, na sua natureza e nas suas opções) ”.


O livro foi reeditado em 2014, em edição fac-similada, pelo jornal Público.


Apesar de a sua vida e obra ser pouco conhecida em Mourão, a sua família paterna e materna era de cá, tendo escrito alguns dos seus textos no Monte da Tapadinha.


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